O Programa Nacional de Vacinação (PNV) mantém uma percepção muito positiva e níveis de cumprimento elevados. Ainda assim, os profissionais de saúde reforçam a ideia de que pode evoluir, sobretudo para acompanhar as necessidades de saúde de uma população cada vez mais envelhecida.
Esta é uma das principais conclusões do estudo “Percepção do Valor das Vacinas 2026”, que a APIFARMA apresentou hoje, 28 de Abril, na conferência “Preparar o Futuro | O Valor da Vacinação em Saúde”.
Mais de 67% dos profissionais de saúde defende a revisão do PNV para o ajustar à realidade dos adultos, incluindo o alargamento a grupos específicos como o dos idosos. Entre médicos e farmacêuticos, a posição é ainda mais vincada: 75,5% e 82,9%, respectivamente, concordam com a revisão.
Mantém-se um consenso alargado quanto ao papel da vacinação na saúde pública, na prevenção ao longo da vida e na protecção individual e colectiva, mas surgem sinais de alerta. Alguns indicadores descem face a 2023. Um exemplo é a diminuição de 5,7 pontos percentuais (pp) na população que afirma que o PNV se destina a todas as crianças e adultos residentes em Portugal, ficando agora nos 51,9%.
No mesmo sentido, cai 1,2 pp a percentagem de pais que consideram desejável que os filhos sejam chamados para vacinação, embora este indicador se mantenha muito alto, nos 95,2%. Estes resultados apontam para a necessidade de reforçar a comunicação e a literacia sobre as vacinas.
Na rubrica das vacinas extra-PNV, a recomendação clínica continua a ser o principal factor de decisão, com grande abertura da população para seguir a indicação dos médicos. No entanto, 57,2% indica o custo como o maior condicionante para adquirir as vacinas – uma limitação reconhecida pelos profissionais de saúde, já que esta é a razão mais apontada para recomendarem vacinas extra-PNV com menor frequência.
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