A IQVIA Portugal organizou, a 13 de Maio, o VII RWS Forum – Trends shaping the access to innovation in Portugal, reunindo líderes da indústria farmacêutica, decisores políticos, profissionais do sector da saúde e representantes de centros de investigação clínica para discutir os principais desafios que condicionam o acesso dos doentes às terapêuticas inovadoras em Portugal.
Num contexto de evolução acelerada na geração e utilização de evidência, esta conferência foi um espaço de reflexão sobre os principais desafios, tendências e oportunidades para a tomada de decisão em saúde, com impacto directo na vida dos doentes.
Filipa Costa, vice-presidente da APIFARMA, participou no painel “IQVIA Study: Access to innovation after reimbursement”, com Paulo Gonçalves, RD Portugal, Helena Farinha, IPO Lisboa, e Eduardo Costa, INFARMED.
A Vice-Presidente da APIFARMA, foi clara: “Inovação que fica no papel não é inovação.”
A responsável sublinhou que, após a aprovação do INFARMED, um novo medicamento demora, em média, cerca de seis meses a ser adoptado pelos hospitais, apesar de existirem unidades que conseguem fazê-lo em apenas 13 dias. “Porque não todos?”, questionou.
Segundo Filipa Costa, seis meses fazem a diferença na vida de muitos doentes — um tempo que pode ser significativamente reduzido através da optimização dos processos administrativos e da garantia de que os hospitais não repetem avaliações já realizadas pelo INFARMED.
O objectivo é claro: assegurar que todos os doentes em Portugal tenham acesso às melhores terapêuticas inovadoras, no momento certo, evitando desigualdades no acesso.