A vice-presidente da APIFARMA, Filipa Mota e Costa, sublinhou a importância do acesso aos dados para debloquear o potencial da inteligência artificial (IA) na Indústria Farmacêutica.
Na 5.ª Talk .IA, promovida pelo jornal ECO, no dia 19 de Janeiro, Filipa Mota e Costa afirmou que existe “um potencial enorme e uma grande vontade de utilizar estas tecnologias”. No entanto, acrescentou, apesar de já existirem sinais de progresso e colaborações mais avançadas com algumas instituições, o processo está ainda muito aquém das possibilidades.
Os dados pertencem aos doentes e estão depositados nas várias instituições de saúde, o que implica realizar um trabalho de “estruturação e interoperabilidade desses mesmos dados, que ainda está a ser feito”, sublinhou. Apenas depois será possível “usar a IA na área clínica, seja para identificar mais rapidamente doentes candidatos a ensaios clínicos, seja para acelerar o diagnóstico”.
Neste momento, “para que o desenvolvimento seja mais rápido e os medicamentos cheguem mais depressa aos doentes, estamos ainda, de uma forma geral, na fase do potencial”, concluiu a vice-presidente da APIFARMA.
Paula Brito Silva, administradora executiva da CUF, foi outra das participantes no painel “Como decidir e implementar IA na saúde” desta conferência, tendo destacado o valor dos hospitais privados enquanto “campo para que a Indústria Farmacêutica possa fazer desenvolvimentos e ensaios clínicos”.
Também Bruno Trigo, director de Arquitectura, Negócio e Análise de Dados da SPMS, no mesmo painel, explicou que o Data Lake nacional – a infra-estrutura onde serão depositados os dados para utilização em investigação e inovação – está “completamente instalado”. A SPMS está agora na fase de alimentação dos dados, que serão “anonimizados ou pseudo-anonimizados”.